domingo, 9 de junho de 2013

SUGESTAO DE LEITURA:

"Como se não houvesse amanha" - org. Henrique Rodrigues.

Trata-se de uma coletânea de contos baseados nas músicas do Legiao Urbana.

Vale a pena conferir!
Eu sou a Albetisa Fernandes, filha de José e Maria, nasci em São Paulo, Capital, aos dois de fevereiro de 1964, ano do golpe militar. Meu nascimento causou grande alegria na família pois era a primeira filha, primeira neta,primeira sobrinha, primeira afilhada, fui muito mimada (ainda sou!). Meu pai trabalhou em diversos setores, pois a sua meta é que a família vinha em primeiro lugar e que deveríamos morar em bons lugares, embora fosse casa de aluguel, porque não tinha condições de comprar uma casa. Fiquei um período dessa infância, vendo meu pai só de relance, quando acordava e ele estava saindo para trabalhar na Translor, uma empresa de transportes de automóveis, a noite era cobrador de ônibus. Vivíamos numa modesta casa, mas que nada faltava, principalmente amor, respeito e compreensão, foram esses episódios que me ensinaram o valor do estudo e do trabalho. Todos são dignos de você, e você é digno deles?
Os brinquedos de minha infância foram os comuns daquela época: casinha: tinha uma copa completa, rodinho, vassourinha, panelinhas de alumínio, bonecas Susi, Fofolete, Amiguinha, Tippy, um verdadeiro aprendizado  para ser a Rainha do Lar, depois que namorasse, noivasse e casasse. 
            Um fato bastante marcante dessa época, era como meu pai me ensina a sonhar, mesmo sem saber. Havia um calendário pendurado na parede da cozinha e a ilustração era uma praia, com um coqueiro, mar azul esverdeado e céu azul...tudo o que eu queria era conhecer o mar! A música da época, que meu pai cantava ajudava muito na construção desse sonho: “ Em plena praia, no céu azul  brilhava o sol/E junto ao mar meditar coisas de amor”.  Música “A praia” de Agnaldo Rayol.
            Tinha mais dois irmãos e isso me deu uma certa abertura para acessar brinquedos considerados para “meninos”: Forte Apache, Robô, Autorama, Vai e Vem, Falcon, Foguetes, Trenzinho, enfim, uma variedade de brinquedos.
            Não frequentei a pré-escola, o “prezinho” da época, porque não era obrigatório e também  a escola ficava longe e se fosse para me levar, minha mãe  teria que levar os dois pequenos juntos (não tínhamos carro). Mas isso não me fez falta, minha mãe ensinou-me as primeiras letras, os primeiros números, em folhas de papel de pão, lápis e como borracha, miolo de pão.                       Quando entrei no primeiro ano primário já sabia escrever meu nome, o nome dos meus pais e irmãos. Contudo, a sede de aprender a ler me sufocava, queria muito, mas muito mesmo, precisava disso como precisava do ar. Logo nos primeiros dias de aula, as primeiras sílabas e palavras, um deleite para minha alma! Infelizmente nem tudo eram flores, tinha a saúde debilitada por uma bronquite e vez ou outra tinha que ficar em repouso para me recuperar das crises, nesses dias minha mãe sempre comprava livros para colorir e bonecas de papel que vinham com roupas para trocar.
        Até hoje, faço exatamente o que fazia quando aprendi a ler: se não tiver um livro, leio dicionário, bula, manual, receita, cartaz, tudo, mas tudo mesmo, que as vezes tenho a impressão que meus olhos só sabem fazer isso! Naquele tempo já havia determinado a minha vida profissional, seria Professora, ensinar seria minha missão.  E com isso muita lousa e giz me foram dados de presente!
A escola era como um lugar sagrado, grandes escadarias, salas amplas com janelões e sacadas, mesas duplas, pátio, palco e refeitório. No saguão de entrada um retrato do General Emilio Garrastazu Médici que era Presidente da República (1969 a 1974) passávamos por lá em silencio e de cabeça baixa, em sinal de respeito, era tempo de repressão, não se podia falar abertamente sobre política, governo, desrespeitar o Hino Nacional ou qualquer outro símbolo que representasse a Pátria. Ouvia os adultos falando sobre desaparecimentos de pessoas conhecidas, muito medo e pesar.  
Embora houvesse todo esse receio A escola era lugar de brincar de ciranda, passa-anel, pula corda e a introdução aos primeiros jogos: vôlei, basquete, handebol. Educação física, significava short balonê vermelho, saia branca pregueada, camiseta e tênis conga azul.
Sempre fui a primeira aluna da classe, dedicada, estudiosa, quieta. Também não reprovei nenhuma série. Tudo muito digno para ser a Professora que sempre sonhei! Sonho... sonhava mesmo era ter um Genius! Jogo eletrônico no qual o jogador teria que seguir uma sequencia de sons e luzes coloridas que o brinquedo produzia. Eu não tive, mas minha prima ganhou e eu ia toda semana na casa dela pra poder brincar. Era muito boa com o jogo!
E hoje, estou aqui... estudando sempre, sendo a professora que um dia sonhei!


Quem sou...

Olá! Muito prazer! Sou a Albetisa!
Sou professora de Língua Portuguesa, na EE Dra Isabel Campos. Estou participando mais uma vez de cursos que utilizam Blog como referência. Penso que seja uma ótima atividade para desenvolver com os alunos, mas nem sempre é prática.
Tive experiência de usar Blog para comunicação com os alunos através do Clickideia, onde tinha um blog e nele postava diversas atividades para os alunos fazerem e entregarem. Até proposta de redação e correção on line! Eles gostavam muito dessa interação...
Espero contar com essa ferramenta para trabalhar com os meus alunos atuais.
Um pouco sobre mim: ler? adoro! escrever? basta estar inspirada! As dificuldades? Vou superá-las!